Dialogues

Inovação em  Avaliação e Intervenção dos

Transtornos do Espectro Autista

Cleonice

Bosa

Carlo

Schmidt

Regis

Nepomuceno

No dia 14 de Setembro de 2018 (sexta-feira) Cleonice Bosa, Carlo Schmidt e Regis Nepomuceno estarão palestrando no Dialogues Inovação em  Avaliação e Intervenção dos Transtornos do Espectro Autista.

Entenda um pouco sobre o que cada palestrante trará no evento!

Práticas pedagógicas na inclusão de alunos com autismo: contexto atual e perspectivas de intervenção
Carlo Schmidt
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é definido como um distúrbio do neurodesenvolvimento que se caracteriza por comprometimentos nas áreas sociocomunicativa e comportamental. Estima-se que o autismo afete cerca de um para cada 59 indivíduos, tornando o TEA um dos distúrbios do desenvolvimento neurológico mais frequentes na infância. Consequentemente, a literatura vem registrando aumento do ingresso de educandos com autismo nas classes comuns de ensino, exigindo práticas pedagógicas que atendam à demanda desta população. Dentre as competências docentes essenciais para lidar, efetivamente, com essa demanda nas escolas insere-se o conhecimento sobre Práticas Baseadas em Evidências (PBE), concebidas como estratégias interventivas cientificamente eficazes. Porém, se identificam dificuldades para que o conhecimento produzido por universidades e centros de pesquisa a respeito dessas práticas chegue até os professores, no âmbito escolar. O objetivo deste estudo é, num primeiro momento, apresentar um metamodelo teórico-explicativo de transposição do conhecimento da academia para a escola, que busca contemplar as principais variáveis envolvidas neste cenário. Em seguida, será apresentada uma pesquisa sobre a implementação de uma das Práticas Baseadas em Evidência, chamada Intervenção Mediada por Pares (IMP), para discutir sobre a possibilidade de sua utilização em escolas brasileiras. A IMP é uma abordagem que envolve alunos com desenvolvimento típico no ensino de habilidades sociais ou acadêmicas a educandos com autismo no contexto escolar. Foi realizada um estudo quase experimental utilizando a IMP com quatro colegas dos anos iniciais que acompanharam dois alunos com autismo, em suas respectivas turmas, durante as atividades escolares, ao longo de seis meses. Foi verificado o efeito da orientação a estes pares sobre o engajamento do aluno com autismo nas tarefas de sala. Os resultados mostraram que os comportamentos mediadores dos pares aumentaram após estes receberem orientações docentes, assim como os alunos com autismo mantiveram-se mais engajados nas tarefas quando implementada a IMP.
Em breve resumo de demais palestrantes!
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